Cap Pujol

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Senhores da família Glauco Leyser... Meu nome é Leonardo Moreira Pujol, sou Capitão da Polícia Militar da Bahia, atualmente comandante da Companhia de Patrulhamento Tático Móvel (PATAMO) do Batalhão de Polícia de Choque aqui na PMBA. Vou contar um pouco da minha história no intuito de motivá-los no grande desafio que é a vida...

Há pouco tempo atrás (17 anos - rsrsr), era um garoto de 15 anos que sonhava em ser oficial do Exército Brasileiro. No ano de 2000, chegava em Brasília-DF para iniciar uma caminhada em busca deste sonho... Estava no Segundo Ano do Ensino Médio, havia acabado de chegar de um país chamado Suriname (onde morei dois anos, fiz a Oitava série e o Primeiro Ano através de um ensino por correspondência). Liguei para o Glauco, e ele foi até a casa de um dos compadres de meu pai, onde eu estava hospedado, pois meu pai ainda se encontrava na missão de Adido Militar fora do Brasil, e eu vim mais cedo justamente para iniciar logo os estudos. Fui apresentado ao então Professor Glauco, pelos irmãos gêmeos Régua e Barcelos (Oficiais ícones do EB – grandes amigos). Havia uma espécie de “fila” para poder ter aula com ele, na época o Glauco ia de casa em casa dos seu futuros alunos e apresentava a sua proposta, batia um “papo reto” sobre o que ele esperava de seu “time”. Posso dizer que fui um dos fundadores, digamos que a Segunda Geração Glauco. Na época estava iniciando o embrião do Curso com uma sala pequenina na Comercial da 303 Norte, o Glauco dava aula de Matemática, Física e Química, e sua tia de Redação e Gramática, éramos aproximadamente 08 alunos apenas na sala de aula. Infelizmente nessa primeira tentativa tomei um “pau” que não sabia nem para onde ia...talvez a pouca idade, a falta de experiência, além de não saber estudar e não ter base nenhuma. Acordei para vida quando vi vários de meus colegas do curso, mesmo novos, serem aprovados...

No ano de 2001, fui para minha segunda tentativa, o Curso havia crescido, mudamos para uma sala maior no mesmo bloco, até tinha com ar coondicionado (rsrsrs). O Glauco continuava dando aula das 3 Exatas, havia um Cel do EB (Brites) ministrando aula de História e Geografia, e um Cel do EB ministrando aula de Gramática... a fama da aprovação correu solta no círculo da família militar e a procura foi grande... acho que dava quase uns 30 estudantes divididos em turmas de 12 alunos. Nessa época posso dizer que comecei a estudar, tive que correr atrás do prejuízo, pois como falei anteriormente não tinha a base para o concurso. Foi essa a fase da minha vida que construí grandes e sólidas amizades. Éramos muito unidos. A convivência no Colégio Militar, depois no Curso Glauco, depois nos grupos de estudos...era quase o dia inteiro a mesma turma. Um cuidando do outro – uma verdadeira irmandade. Se eu pudesse voltar atrás faria tudo de novo, sem nenhum arrependimento. Meu desempenho também não foi dos melhores, me faltava base. Esse ano foi bem triste pelo fato de não ter sido aprovado, e por ter que me mudar de Brasília para Salvador. Nessa época o concurso ainda era dividido entre 50% das vagas a serem destinadas a alunos oriundos dos Colégios Militares e a outra metade para alunos do mundo civil. Por isso decidi sem nem pensar em “trancar a matrícula” no CMB, e ser considerado “repetente de ano”. Prestem atenção nos detalhes (rsrsrs).

Ano de 2002, chegando em Salvador-BA, me matriculei em um outro cursinho – Curso Viana Pío, de um Cel da reserva do EB, onde era voltado para as Escolas Militares, particulamente a EsPCEx, e muito bem falado por aqui, inclusive todos os seus três filhos são oficiais do Exército Brasileiro (família Viana Pío). Já tinha adiquirido uma boa bagagem, tinha aprendido a sistematizar os estudos (algo que levo para a minha vida particular até nos dias de hoje), estava cheio dos bizús e apostilas do Glauco, e já era “experiente”. Porém aqui vai uma dica: “meu inimigo era o pior – eu mesmo”, o trauma de não ter sido aprovado e o fato de eu querer tanto ser militar, fizeram com eu cometece um erro grotesco. Coloquei a minha aprovação na EsPCEx como algo INATINGÍVEL, criei uma barreira para mim mesmo, apesar de querer tanto, de sonhar tanto, eu acabei acreditando que seria algo impossível a minha aprovação. Outro erro para você candidato: eu mesmo me enganava, já estava no meu terceiro concurso – conhecia as minhas falhas e ao invés de começar a estudar o que eu “não sabia, ou era fraco, ou aquele conteúdo que não deu tempo de fechar nos anos anteriores”, eu começava do zero e dava a “mesma importância” para conteúdos que eu era teoricamente bom ou que já sabia. Senhores candidatos aprendam com essas duas experiências, para não precisarem errar! Mais uma vez tomei pau...rsrsrs. Digamos que não estava preparado para um concurso e sim para uma prova qualquer. Vou explicar... acredito e aprendi que alguém que quer fazer ou ser algo, tem que dar o seu melhor, SEMPRE. Isso vale para qualquer coisa de nossas vidas. Vocês que irão prestar o concurso: é essencial que busquem na referência bibliográfica do edital o que há de melhor no quesito livros. Por exemplo na época, na parte de Matématica havia o conteúdo do Manuel Paiva e do Gelson Iezzi, havia o conteúdo de Física do Ramalho e da Coleção Física Clássica... opitem sempre pelo mais “difícil”, por que daí o que vier não será novidade, apenas repetição. Em falar em repetição, aqui vai um capítulo a parte: lembram que pelas contas já estou na minha terceira tentativa, e fazendo pela segunda vez o Terceiro Ano do Ensino Médio? Pois é, acreditem...fui para minha quarta tentativa. Ainda havia aquela diferenciação para os candidatos dos Colégios Militares e para as escolas de ensino “civil”. Porém no Sistema Colégios Militares, o aluno que repetisse duas séries no mesmo “grau”, e no mesmo colégio, era considerado “jubliado” e seria “expulso” automaticamente. Reparem na parte sublinhada...foi aí que eu entrei. Havia “trancado - repetido” o Terceiro Ano no CMB e havia “repetido” o Terceiro Ano no CMS, me enquadrei em uma brecha da Lei.

Pois bem, lá estava eu, talvez um caso único na história dos Colégios Militares, fui para a minha QUARTA TENTATIVA de concurso como aluno do Colégio Militar, estava fazendo o 3 Ano pela TERCEIRA vez...rsrs. Tudo isso, para poder fazer o concurso no conjunto de vagas onde a disputa era menor. E lá estava eu, pronto para outra. No ano de 2003, fui para o meu QUARTO concurso, este inclusive foi um concurso atípico, pois as provas foram divididas em Exatas (Matemática, Física e Química), Humanas (História e Geografia), Línguas (Inglês ou Espanhol) e Língua Portuguesa (Literatura e Gramática) + Redação. As notas eram únicas para as provas e a média do concurso agora tinha subido para 60%. Nesse ano digamos que “bateu na trave”, fiz uma média boa no geral acima de 70%, porém na parte de exatas fiquei por uma questão 58%. Se fosse nos anos anteriores tinha passado de sobra. Esse ano fiquei arrasado, pois senti passar perto o meu sonho. Foi um ano muito triste, senti que podia passar e que não passei por detalhe. Neste ano cheguei a ser aprovado na primeira fase da EPCAR e fui aprovado no Vestibular para Relações internacionais. Me lembro de ter chorado muito, e de meu pai (meu maior ídolo) ter ficado muito triste por me ver arrasado, e ter chegado a sábia conclusão de que aquela ainda não era a hora.

Pois bem, vamos para 2004. Meu pai havia sido transferido para o Rio de Janeiro, a partir deste ano não existia mais a separação das vagas para os Colégios Militares, a vala era comum. Estava na minha QUINTA TENTATIVA (isso tentei o concurso 5 vezes!). Esse ano para mim foi um dos anos mais difíceis em minha vida. Comecei com a seguinte difícil decisão: meu irmão iria fazer o concurso pela primeira vez! E eu já com minha bagagem, pela QUINTA. Estava certo de que ia ensinar e passar tudo para ele – iriamos fazer o concurso juntos! Porém lá vem as decisões que as vezes temos que tomar. Estava com 19 anos, minha última tentativa, havia batido na trave no último concurso, estava com bagagem e conhecimento, e em menos de um mês no Rio, apareceu a oportunidade de eu ir morar em Brasília para que na minha última chance estivesse entregue aos MELHORES. Em dois dias tomei a decisão e fui “morar de favor” na casa de um amigo de turma de meu pai. Fui fazer o concurso com o meu velho amigo e irmão: GLAUCO LEYSER. Foi uma decisão muito difícil, pois tive sair de casa com 19 anos e “abandonei” meu irmão que iria fazer o concurso pela primeira vez (me lembro que entre lágrimas ele me disse: mano é o seu sonho, e o meu também, pode ir, corra atrás, não se preocupe comigo, eu estarei bem – vá e vença!). E lá estava eu com sangue no olho, passando por cima de tudo e de todos em busca de meu sonho. O Curso Glauco Leyser havia crescido exponencialmente, continuava na Entrequadras da 303 Norte, porém agora era um subsolo inteiro de salas – haviam quase 100 alunos em turmas que chegavam até 30 estudantes. Equipe multidisciplinar: ele ministrando o carro chefe – as 3 Exatas, professor de História -Magno, professor de Geografia – Jhonny, professor de Português, de Inglês, de Biologia (pois estava abrangendo não mais só a EsPCEx e sim tudo! Dessa vez fui pronto para a guerra, e sem “KO”, pode perguntar para o Glauco: eu resolvi TODOS os EXERCÍCIOS, eu disse TODOS dos livros: Manuel Paiva (1 & 2), Gelson Iezzi (Todos os testes de vestibular do final dos volumes previstos na bibliografia), Ramalho (1 & 2), Ricardo Feltre (1, 2 & 3) e Tito & Canto (Volume único) + TODAS as PROVAS de anos anteriores desde 1990...rsrsrs estava uma máquina. Paralelo fiz um cursinho de Português e Redação no Prof. Filemón. Cheguei a estudar mais de 12 horas por dia de segunda a segunda-feira. Resultado “estuprei” a prova (lavei a alma na tal Matemática, errei duas questões, e perdi na matéria que em quatro anos sempre foi meu forte – Geografia). Quase não acreditei, quando fui dar a notícia ao Glauco, foi foda. Ele estava dentro da sala sozinho, cheguei e começamos a chorar feito meninos, por que ele sonhou o meu sonho, desde o começo. Sua experiência de vida, me disse algo duro, que não quis acreditar: “Leozão não era para ser...você fez de tudo”, aquilo ficou em minha mente durante anos. E hoje 17 anos depois, eu entendi. Que não era para ser mesmo. Às vezes Deus tem outros planos, maiores que nós em nossa insignificância não conseguimos compreender naquele momento de dificuldade. Neste ano prestei vestibular para Relações Internacionais no Rio de Janeiro e em Brasília, fui aprovado em todos, com tranquilidade. No final do ano viajei para Salvador e prestei o concurso para a Academia de Polícia Militar da Bahia, no qual fui aprovado dentro de 80 vagas ( uma concorrência à época bem maior do que o concurso da EsPCEx) e iniciei um novo capítulo na minha vida, que estava RESERVADO para mim: a paixão da minha vida, a quem eu devo tudo o que tenho e que sou hoje – à Polícia Militar da Bahia, meu maior orgulho.

Pois bem senhores: já estão cansados só de ouvir a minha história? Segue a minha terceira e última dica (essa quem me ensinou foi o Glauco): “não deixe que NADA, e nem NINGUÉM, interfiram em seus sonhos!” Corram atrás, façam o seu melhor, busquem ser os melhores, e estar com os melhores – pessoas boas que procuram fazer o bem, recebem o bem. Foi isso que procurei e procuro fazer durante o desafio da vida.

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